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domingo, 10 de maio de 2015

Conto especial de Dia das Mães

Oi, pessoal! Tudo bem??? Hoje é domingo e, portanto, dia da Ana vir aqui falar sobre séries. Porém, pela data tão especial que comemoramos hoje, eu pedi a ela que trocasse comigo para que eu pudesse postar um conto que escrevi.
Então hoje é dia das mães/ dia de literatura e quinta tem post sobre série ao invés de resenha de livro, ok?

Então, vamos lá, espero que gostem e até logo :)


Especialmente para a minha mãe, a melhor do mundo, em primeiro lugar.
Para a minha amada madrinha, em segundo.
Para a minha sogra, em terceiro.
Mas também para todas as mães desse mundo, sejam elas de sangue ou simplesmente de afeto. Sejam uma ou sejam duas, sejam homens ou mulheres.



Eu havia ponderado muito sobre o assunto. Apesar de às vezes agir impulsivamente, esse não era o caso.  Eu estava decidida e pronta para lidar com as consequências e frutos da minha decisão.
- E então... Tem certeza de que é isso mesmo o que você quer?
Respirei fundo antes de responder.
- Tenho.
- Você tem consciência de que está escolhendo ter limites quando na verdade não precisaria ter?
- Não vejo dessa forma – respondi resoluta. Minha voz transmitia toda a confiança que eu havia adquirido após muito pensar.
Ele sorriu afetuoso.
- E como você vê?
- Bem, vejo uma forma de ser mais atuante, uma forma de estar presente.
- Você pode ser tudo isso da forma como é hoje.
- Eu sei – impacientei-me – mas quero estar lá – disse, apontando para baixo.
Seus olhos viajaram por um longo minuto.
- Você sabe que encontrará desafios, certo?
- Sim.
- Você sabe que enfrentará muitas dores?
Involuntariamente hesitei por um segundo. Ele notou e sorriu.
- Dentre as dores físicas, você sentirá a pior delas, mas... Ainda assim não é com ela que deve se preocupar.
- Não? – minha resolução começava a estremecer.
Ele meneou a cabeça em um sinal negativo.
- As dores de decepção aparecerão de tempos em tempos, mas a da preocupação não sumirá jamais.
- Não existe um meio de evitar tudo isso e ainda assim ganhar um corpo? – arrisquei. É inegável que suas palavras sinceras haviam me atingido. Eu sentia medo.
- Apesar de ganhar um corpo, é em outro que seu coração habitará. Não há como protegê-la das aflições que isso pode lhe causar.
Senti uma súbita irritação tomar conta de meu ser.
- Por que está tentando me fazer desistir? Por que minha decisão o aborrece tanto?
Ele riu tão docemente que me senti novamente desarmada.
- Você esta enganada. Sua decisão me enche de alegria e esperança. Apenas quero alertá-la, quero que esteja preparada – começamos a caminhar juntos – sua intensidade pode machucá-la.
- Eu sou intensa, sempre fui, ainda antes da existência de um corpo mortal.
Ele sorriu novamente, conhecedor do tanto que eu desconhecia.
- Você conhecerá uma nova dimensão de sua própria intensidade. Todas as suas outras formas parecerão pequenas.
Arregalei os olhos, surpresa.
- Mas mais do que isso, voce terá responsabilidades que não te deixarão dormir, ou farão com que durma no sofá; você ansiará por nove meses, e ao final deles, ansiará por todos os próximos.
Meu coração estava disparado.
- Você carregará o futuro do mundo inteiro em sua barriga e em seu coração. Terá o maior poder do mundo e, ao mesmo tempo, o mais frágil deles
- Terei um corpo, mas vejo que ele não será meu – finalmente falei.
Ele aquiesceu, embora tivesse se tornado pensativo com as minhas palavras.
- Bem... Ele será seu – respondeu enfim – mas estará sempre à disposição do que você terá gerado.
Suspirei já exausta dos deveres que ainda não havia assumido. Tendo visto minha expressão, ele gargalhou.
- Ainda tem certeza de que é isso o que quer? – indagou com as palavras e com os olhos.
- Acho que sim, mas – expliquei – tenho a impressão de que ao final de cada dia estarei cansada e arrependida.
- Você está enganada mais uma vez. Estará cansada, é verdade, mas quanto mais de seu amor der, mais terá para dar.
- Mas eu sou o amor. Esse é o meu nome. Como posso dar amor também? – eu estava confusa, mas a explicação que me deu a seguir fez sentido em todos os dias que se seguiriam.
Foi sorrindo que falou:

- Bem, amor, a forma humana que escolheu para estar na terra foi a de mãe. E é isso que mães fazem.

Blogueiros do Pelegrini e a Sociedade do Anel e suas mamis :)






Um comentário:

  1. Oi Cami!!!
    Parabéns para sua mamy e para as mães de todos daqui!!! Adorei o cantinho de vcs! Amei o conto! Mas adoro seu trabalho sempre!
    Beijos
    Ps: Acabe com a Ansiedade antes que ela acabe com você
    http://overdoselite.blogspot.com.br/2015/05/resenha-acabe-com-ansiedade-antes-que.html

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