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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Resenha "O menino do pijama listrado"

Oi, pessoal!

Voltei para as nossas quintas de resenha com um livro muito especial. Um longo "aaaaah" me vem à mente com o título desse post, e se vocês já leram, entendem o motivo. Se não leram ainda, vou tentar explicar um pouquinho.


Bem, trata-se de um livro situado no período nazista, e isso, de uma maneira geral, já serve para chamar atenção de muita gente, inclusive a minha (talvez por ser uma história real tão bizarra, que nos parece, na verdade, surreal, como uma história de livros, com um grande vilão e inúmeras tragédias. Antes fosse). Enfim,
"O menino do pijama listrado" de John Boyne conta a história de Bruno, uma criança, filho de um general nazista que se vê obrigado a mudar-se com seu pai, mãe e irmã para uma casa muito longe de sua amada Berlim, por conta do trabalho daquele.
Ele odeia a mudança no início, afinal, tem que deixar para trás sua escola, seus avós, amigos e casa imensa que adorava explorar.
Entendiado, começa a explorar os arredores, até que finalmente encontra uma criança de sua idade, o pequeno Shmuel. O problema é que o menino veste todos os dias "pijamas listrados" e encontra-se do lado oposto das grades de "Haja-Vista". Apesar de estranhar essas circunstâncias, os meninos começam a ser encontrar todos os dias, cada um de seu lado dos arames.

Pois bem. Esse livro é intenso. E sutil. E por essas duas características simultâneas, é genial.
Com uma narrativa rápida, tranquila, quase infantil, o autor lida com um tema tão mórbido quanto é o nazismo, de maneira quase leve. 
As conversas entre os meninos de mundo tão distantes não discutem de forma profunda os acontecimentos da época. Apesar de discutirem. Calma, vou explicar.
Os meninos não poem o dedo em riste  e bradam em alto e bom som os absurdos da existência de campos de concentração, da segregação, e de tantas outras coisas. Eles não precisam. Com questionamentos simples, com dúvidas de crianças, com sentimentos puros, eles conseguem por em xeque toda a estrutura de uma época. 
Por isso digo que é sutil e ao mesmo tempo intenso. Com esse único cenário, essa história rápida e com o enredo rapidinho, achei que o autor questionou e criticou o nazismo de uma maneira única e genial.
Enfim, apesar do choro eterno haha amei esse livro.
O filme também amei. De verdade. Os olhares nos rostinhos do Bruno e no do Shmuel ficaram incríveis *-*

E vocês? Leram ou assistiram?
Contem para gente!
Beijos, pessoal, e até quinta (com resenha de livro nacional)!

 


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